Cachalote-mirim com sinais de mordida de tubarão encalha na Praia do Forte, em Cabo Frio

  • On:
Cachalote-mirim com sinais de mordida de tubarão encalha na Praia do Forte, em Cabo Frio

Uma cena incomum mobilizou moradores, turistas e equipes do Corpo de Bombeiros no Canto da Praia do Forte, em Cabo Frio. Um cachalote-mirim — espécie de cetáceo da família dos golfinhos — de cerca de três metros de comprimento e aproximadamente 400 quilos, encalhou na faixa de areia. O animal apresenta ferimentos que indicam a mordida de um tubarão.

A primeira aproximação do animal ocorreu à tarde, exigindo uma manobra complexa do 18º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM). Com o apoio de motos aquáticas, os bombeiros conseguiram rebocar o cetáceo para uma área mais profunda na tentativa de reintroduzi-lo ao mar aberto. No entanto, o mamífero voltou a encalhar no mesmo ponto durante a noite.

Resgate e avaliação veterinária

Na manhã de quarta-feira, o animal foi reposicionado na areia para garantir a segurança da operação e evitar que fosse arrastado pela arrebentação. Uma médica-veterinária vinda de São Francisco de Itabapoana foi acionada para avaliar o estado de saúde do cetáceo e ministrar os primeiros socorros ao ferimento, que já apresenta sinais de infecção.

Segundo o biólogo Eduardo Pimenta, a presença de um cachalote-mirim (gênero Kogia) perto da costa é um evento raro.

“Trata-se de uma espécie habitante de águas profundas, fundamental para o equilíbrio do ecossistema marinho ao controlar populações de lulas e peixes mesopelágicos. Esses animais também servem como bioindicadores da saúde dos nossos oceanos”, destacou o especialista.

Orientação à população e cuidados

A movimentação de bombeiros e especialistas atraiu dezenas de curiosos à Praia do Forte. A Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Cabo Frio e o Corpo de Bombeiros reforçam que, por se tratar de um animal silvestre e debilitado, a população não deve se aproximar.

Recomendações das autoridades:

  • Maintain distância mínima de 10 a 15 metros do animal.
  • Não tente tocar, rebocar ou devolver o animal à água por conta própria.
  • Acione imediatamente os órgãos de monitoramento de praias e resgate de fauna.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *